Usar SCRUM ou KANBAN? Quem sabe os dois juntos.

Por Ivsen Platcheck

Desde os primeiros passos no mundo da agilidade, tenho acompanhado algum antagonismo entre os fanáticos adeptos de SCRUM e de KANBAN. Eu tenho estudado a fundo os dois conceitos, as duas ferramentas.

Como Engenheiro de formação, aprendi a buscar sempre a ferramenta correta para cada atividade, cada tarefe. Cada passo no caminho o ciclo de desenvolvimento de projetos. Eu não vejo SCRUM e KANBAN como mutuamente exclusivos, uma vez que cada um tem, no seu ponto forte, atividades complementares, e não sobrepostas.

Eu vejo o SCRUM como uma ferramenta de gestão de processo, como um todo. Preparação, ideação, definição inicial de objetivos, tarefas, em cada ciclo.

No processo da execução, o Kanban se mostra mais organizado como fluxo de trabalho para cada iteração, ou sprint, e levar a geração de valor, incrementos funcionais. O uso do planejamento inicial, encontros diários no início dos trabalhos, para alinhamento de ações, e revisão do que foi produzido e a discussão final de ciclo, com intuito de melhorar os processos do time de desenvolvimento.

O uso destas duas ferramentas, juntas, se complementando, permitindo usá-las de forma que cada uma possa entregar mais produtividade, mais eficiência e eficácia com equilíbrio, transparência, execução, inspeção e adaptação a cada ciclo.

O uso do SCRUM se mostra extremamente poderoso no gerenciamento do processo, desde a ideação, passando pela determinação de objetivos e ações. O Criação das estórias a serem desenvolvidas ou trabalhadas, o refinamento.

No momento do ciclo de desenvolvimento, WIP (Kanban) e Ciclos com tempo definido (SCRUM) irão gerar a mesma consequência, que será a limitação de itens trabalhados a cada ciclo, procurando garantir que sempre serão entregues valores a cada iteração.

Para o processo de execução, desenvolvimento, o Kanban tem o poder do gerenciamento do fluxo de trabalho, com regras bastante explícitas, princípios e valores.

Ao final de cada ciclo, o SCRUM oferece a Definição de Pronto (Definition of Done) para cada incremento do projeto criado, testado e pronto para uso, no MVP definido para o ciclo.

Não é uma questão de qual o melhor framework, mas de usar cada um deles para executar aquilo que eles podem gerar mais valor a cada iteração de projeto.

Deixo aos colegas a ideia de uso de princípios básicos de Engenharia, como citei anteriormente, de usar as ferramentas que tragam o melhor resultado, em cada etapa do processo.