Por. Ivsen Platcheck, MSC. ENG
13/04/2023
Neste texto, começo a escrever um pouco sobre minhas experiências práticas no uso de técnicas, princípios e ferramentas. Mesmo antes de eu ter total consciência que estava seguindo o caminho da gestão ágil.
Faz muitos anos, eu fui sócio de uma empresa e, com esta empresa, fui representante e Responsável Técnico pelos atendimentos de campo dos equipamentos vendidos pela Positivo Informática, entre 1992 e 2001. Ao longo deste tempo, desenvolvi minhas metodologias, meus Frameworks, princípios e pilares para executar o melhor serviço de assistência técnica de computadores, em campo.
Inicialmente, comecei pessoalmente a atender aos clientes. Visitas, diagnósticos, e posteriormente, conserto dos equipamentos. Mas, com o passar do tempo, com a aumento da demanda, precisei contratar técnicos para dividir o trabalho e poder, também, gerenciar esta unidade de negócios da empresa.
Ao longo do tempo, adquiri conhecimentos muito profundos de diagnóstico e passei a treinar minha equipe, repassando meus conhecimentos e encorajando-os a buscar novas soluções, e trazer para o nosso time.
Nesta época, meu contato com Agilidade, pensamento Ágil, Lean, e outras técnicas que vieram na esteira destes paradigmas.
Logo após o primeiro mês de trabalho, com meus times, comecei a usar um rito, uma reunião diária, onde distribuíamos as tarefas, os atendimentos, e trocávamos informações sobre como abordar cada situação.
Nos fluxos de trabalho, quando da execução dos atendimentos, eu sempre usei um quadro de controle de fluxo, que conheci quando trabalhei em uma indústria do setor de eletrônica e telefonia, na Itália. Era o que falavam em Kanban, na época, e permitia organizar todo o fluxo de trabalho de meus técnicos e meu, para realização do atendimento em si
Ao fim do dia, nos reuníamos para discutir o que foi feito, o resultado dos atendimentos, o que ficou para ser concluído nos próximos dias, além de compartilharmos nossas ideias de como trabalhar, como analisar os equipamentos a fim de obter as informações mais apuradas, e podermos realmente consertar os equipamentos, e não apenas trocar peças defeituosas.
Mesmo sendo o gerente da unidade de negócios, eu também pegava atendimentos para execução. Principalmente aqueles mais distantes da nossa sede, e que precisariam de transporte de automóvel. O único veículo que tínhamos à disposição era o meu automóvel particular.
Nosso trabalho sempre apresentou aprimoramento, apesar de sermos um time muito enxuto, com apenas dois técnicos e eu, em média, em cada período, e mesmo com alguma rotatividade.
Este trabalho me deu muita satisfação, quando alguns clientes da érea pública, principalmente Federal e Estadual conferiram certificado de excelência nos atendimentos, para minha empresa, a ponto de me pedirem em várias ocasiões, que eu abrisse a possibilidade de representar outro. fabricantes.
Com relação aos membros de meu time, posso afirmar que eu os ensinei a ter confiança em si próprios. Sei que alguns deles trabalharam em grandes empresas, cuidado dos setores de assistência técnica e manutenção.
Faz alguns poucos anos que me deparei com a teoria e prática do paradigma ágil de gerenciamento. Ao estudar os ritos, princípios, valores e pilares do pensamento ágil, constatei que eu já usara técnicas muito próximas ao que hoje é o SCRUM.
Ao longo do tempo, fui aprimorando estas técnicas, e mantive evolução e melhoria contínua em todos os empreendimentos que estive envolvido.
Em próximos textos, vou contar outros casos em que participei, tanto em projetos de equipamentos eletrônicos, como em desenvolvimento de software.